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domingo, 6 de setembro de 2015

O ser humano não deve só falar, mas agir

A minha estatura é minúscula, mas meus sonhos e esperança eu não consigo explicar a dimensão.
Bem, há algum tempo coloquei nos meus planos de vida contar a minha história para o Brasil mais especificamente em um programa nacional de televisão e daí um texto ganhou vida.

Eis ele aqui:

                                         Alçando mais um voo

             Querido Luciano, em minha concepção prevalece o impossível, os sonhos e o verbo acreditar. Eu não saberia te explicar ao exato o porquê, mas uma coisa é certa: sonhos impossíveis se tornam inexistentes quando se acredita.
                Eu sempre soube que Deus nos dá asas para alçarmos nossos voos o mais alto que pudermos e por isso estou aqui escrevendo para sua digníssima pessoa.
                Me chamo Rita de Cássia, a (Ritinha), tenho 20 anos, sou escritora (pelos menos me considero como tal rs) e sou muito feliz por ser diferente dos demais seres humanos. Possuo uma paralisia infantil que ao invés de poder me destruir em todos os sentidos, é ela o meu real motivo de nunca desistir quando se trata das realizações dos meus devaneios. E o lugar onde moro? Cruzeiro do Sul, município do Acre. Muitos dizem que você e sua produção não vêm até aqui, porém, eu creio que o que importa para o caldeirão são as histórias e não os lugares, portanto tenho a convicção de que mais cedo ou mais tarde vocês virão me conhecer.
Bem, foram meus avos paternos, juntamente com o meu pai que me criaram desde pequena. Eles me acolheram com muito amor, carinho e sempre zelaram por uma boa educação na minha vida. Contudo, esse ano eu consegui proporcionar a eles um imenso orgulho: Sou a primeira pessoa com a minha deficiência física a ingressar na Universidade Federal do Acre, no curso de Letras-Português.
                Luciano, é de batalhas que se vive a vida, eu mesmo em uma cadeira de rodas já quebrei muitas barreiras e fronteiras. Hoje graças a um anjo, o Aldinei que fez de suas asas as minhas, eu brilho na dança, danço tudo o que desafiarem, mas o nosso número mais emocionante mesmo é o balé. Sobretudo, não quero somente o mundo da dança para brilhar e fazer a diferença, tenho um grande desejo de construir um mundo mais acessível e melhor para as pessoas com necessidades especiais.
                Hoje sou conhecida e admirada na minha cidade e até outros municípios do estado por persistir, almejar mais respeito, inclusão e atos solidários para o próximo que seja diferente. Não temo colocar a boca no trombone quando não se tem acessibilidade para um cadeirante nos recintos públicos e privados, fico indignada quando vejo injustiças imperdoáveis com os que portam alguma limitação visual, auditivo, entre outras. É triste você chegar ao conhecimento que alguém fica aprisionada junto com todas as suas vontades em sua própria residência, porque os lugares carecem de uma rampa de acesso, um piso ou transporte especial, dos quais podem ser resolvidos de forma tão simples.
No Brasil Luciano, lutar pela questão de uma acessibilidade de qualidade em todos os requisitos é complicado, quase ninguém dar à mínima, infelizmente. No entanto, sou rodeada de anjos que priorizam o meu bem e felicidade, eles são minha fortaleza que enche-me de coragem, que me apoiam, me amam e se sensibilizam com os desafios que enfrento ao me locomover nos lugares, por isso boa parte dos meus amigos já abraçaram e brigam pela causa. Um deles, Weverton (uma das minhas bençãos de Deus) sempre soube da minha vontade de criar um âmbito mais adequado, digno e com menos constrangimentos para as pessoas com deficiência, foi aí que surgiu o projeto “Acessibilidade por um mundo melhor”, um trabalho de conscientização que além de querer ampliar o patamar da acessibilidade em todo o planeta, visa trabalhar melhorando a saúde motora destes seres, o projeto quer também incentivar as pessoas a não olharem para nós como coitadas, mas sim como exemplos de vida a serem seguidos e que são merecedoras de respeito como qualquer outro dito “normal”.
Sou sua fã, você tem um caráter incrível, suas atitudes são inigualáveis, das quais sempre buscam ajudar o seu próximo e é por esse motivo que aqui estou. Querido, dentro de mim existem vários sonhos, entre eles estão: poder te contar a minha história de superação; dançar o meu balé no seu palco; quero contar com a sua sensibilidade e ajuda para a conscientização por mais acessibilidade e respeito a essa parte da população que tanto necessita de alguém de pulso firme para travar grandes lutas por elas; tenho muita vontade de conhecer o trabalho dos profissionais do centro de reabilitação Sarah Kubitschek; e o meu maior sonho é ganhar os recursos necessários para fundar o centro de reabilitação “Anjos” no meu município, pois nem todos possuem condições financeiras ao ponto de custear um tratamento especializado.
Portanto, lembra da frase do início “Sonhos impossíveis se tornam inexistentes quando se acredita.”? É acreditando nisso que sei que você ouvirá essa história sendo contada por mim, aqui no Acre.
 Não é mais #AnaClaraNoCaldeirao, agora é #RitaUmaCadeiranteFelizNoCaldeirao
Compartilhem.

quinta-feira, 5 de março de 2015

Ensaio fotográfico (presente de aniversário)

                Perfeito é tudo aquilo que tem o toque de Deus, tudo que vem de sua vontade e poder. Uma prova dessa perfeição é a natureza, a mais bela obra-prima do Senhor, da qual com suas belezas nos encantam, nos deixam perplexos, sem palavras...
                É extraordinário ouvir os cantos dos pássaros, sentir os perfumes das flores, ter o verde da grama impregnado em sua pele e ver o sol se pondo no finzinho da tarde. Foi em meio a tanta exuberância natural que os cliques do meu 2º ensaio fotográfico ganharam vida.
                O fotógrafo Weverton Costa, meu irmão de outra mãe é um louco (k), é criativo, nos surpreende a cada flash, é admirável o amor e profissionalismo, dos quais ele exerce esse mais novo talento. É, hoje me dou conta de que o meu menino está crescendo não só no tamanho como também naquilo que gosta e ama que é o mais importante, lógico, fico bastante feliz ao ver ele construindo aos poucos o seu castelo de sonhos com tudo o que lhe traz prazer e felicidade.
  
             Entretanto, em Janeiro faço aniversário e como o Weverton nunca deixa passar por despercebido, esse ano me presenteou com um belo ensaio fotográfico. Nossa! Foi incrível, amei tudo. Passamos umas quatro horas com a sua equipe e amigos, era um ensaio de fotografias, mas também foi um de comédia (kkk), pois quando Weverton e eu estamos juntos, ainda mais uma tarde inteira é um Deus nos acuda (rs).
                O Ton (apelido fofinho de Weverton) caprichou em cada detalhe: na escolha do lugar; nos diversos ambientes fotografados; nas decorações; e macacadas também. Ele mais uma vez me favoreceu momentos lindos, risadas verdadeiras, olhares sinceros, abraços que acalentam minha alma e coração. No entanto, o típico dele mesmo é pregar peças em mim, sendo assim, me sujou toda de tinta guache e fez-me ir para casa a pé (ops de cadeira de rodas) parecendo uma palhaça, com todos da rua olhando a minha situação (kk), mas o bom é isso: se divertir e aproveitar as maluquices da vida.
                Eu sou e sempre vou ser grata a Natalia, amiga que ajudou a trocar meus looks; a Rafaela Borges que fez minha make; a nossa querida assistente Helena Costa; a Japa (minha cunhada) por ter ficado horas confeccionando corações para a decoração; e claro ao meu lindo Weverton por todo o trabalho que teve comigo, por me carregar para cima e para baixo no colo, pelo presente de aniversário...

                Irmão eu te amo, estarei do seu lado no que tiver de acontecer, você sabe. Quero ver esse seu sorriso sempre, por isso eu te digo que vou lutar por tudo o que te faz feliz e te peço que continue plantando suas boas sementes para no futuro colher maduro, porque serão através delas que virá ao teu encontro um sucesso estrondoso e promissor.

                                                                                                                                                                                                            



quarta-feira, 7 de janeiro de 2015

Dança e cadeira de rodas combinam?


             Há uns dois anos, o músico Weverton Costa (não de sangue, mas meu irmão) ao observar e compreender os meus desafios diários acabou compondo a música Fronteiras & barreiras e desde então a frase: “Na vida sempre vamos encontrar fronteiras e barreiras que temos que quebrar” tem me ensinado a batalhar por tudo o que almejo, também anda me incentivando a ser uma garota forte, da qual vive intensamente sem dá a mínima para o amanhã e que ao amanhecer dos dias acorda disposta a quebrar todas as dificuldades e paradigmas propostos pela sociedade.
                No entanto, na medida em que as pessoas foram convivendo, conhecendo os meus sonhos e até onde a deficiência me limitava, elas se tornaram as principais descobridoras dos meus talentos: com as palavras; no esporte; e agora na dança.
Dançar em uma cadeira de rodas? É quem diria. Realmente a composição de Weverton é um pequeno espelho da vida. Nós encontramos tantas pedras no caminho, empecilhos que incessantemente lutamos para vencê-los, porque sabemos que por de trás de tudo isso existe uma felicidade a nossa espera, contudo, a dança foi mais um obstáculo, do qual resolvi ultrapassar. Ela começou a fazer parte do meu dia a dia a mais ou menos um ano por incentivo do dançarino da APAE, Aldinei Gomes.
Na 1ª semana quando vi os níveis dificultosos de cada passo minha frase foi: “Definitivamente eu não nasci para isso.” Mas com o passar do tempo, conforme fui sendo encorajada, tendo foco e ganhando o apoio de todos, principalmente do meu professor de dança Aldinei, eu fui me apaixonando e aprimorando cada vez mais nessa belíssima arte.
Lembram-se da frase dos primeiros ensaios? Então, ela deu lugar a muitos outros sonhos. Eu respirei fundo e fui... Deixei-me embalar ao som da música, comecei a se dedicar, dá o melhor de mim mesmo, pois além de saber que seria um desafio e tanto, também sabia que ao realizar os inúmeros passos e exercer com sucesso os mais variados estilos de dança eu teria uma imensa felicidade.
Já fiz apresentações de Balé e Salsa. O Balé foi o que mais exigiu de mim, na verdade era um sonho, sempre achei lindo e meigo as bailarinas de pontinha de pé, aquelas piruetas e pensava consigo mesma: “Será que um dia vou dançar assim como elas?”. Com ajuda, paciência, disposição do Aldinei, eu consegui, fiquei de pontinha de pé também, até piruetas teve (rs). Mal sabia se ria ou chorava, mas uma coisa é certa, por dentro eu estava explodindo de alegria.
Daqui para frente pretendo continuar dançando, aceitando ser desafiada pelos passos, ritmos e quem sabe além de escritora seguir profissionalmente na dança. Enfim, agora só me resta agradecer a todos que me apoiaram, a APAE e ao Aldinei que me pôs nessa berlinda, mas que acima de tudo acabou me mostrando que a dança também não é impossível para uma cadeirante, aliás, nada nesse mundo é quando temos garra.

sexta-feira, 14 de novembro de 2014

Paralimpíadas Escolares 2013



           Ganhar, perder e evoluir? Foi isso o que a vida me ensinou, principalmente nesses últimos meses.
Como dizia Renato Russo: “Quem acredita sempre alcança”, contudo, nos últimos tempos eu acreditei e alcancei tantos sonhos, tantos objetivos, dentre eles: a criação do projeto ”Acessibilidade por um mundo melhor”; a minha trajetória no Ensino Médio; e as Paralimpíadas Escolares.
Bom, para quem não conhece a Paralimpíadas Escolar é tida como o maior evento envolvendo esportes e pessoas com limitações, do qual tem como principal finalidade estimular a participação dos jovens estudantes com deficiência física, visual e intelectual de todas as escolas do território brasileiro em atividades esportivas e assim promover a ampla mobilização em torno de exercícios.
Em virtude disso, a Associação de Pais e Amigos dos Excepcionais (APAE) me concedeu a imensa honra de participar das Paralimpíadas Escolares 2013, sediada em São Paulo, sendo eu uma das atletas representantes do estado do Acre, na modalidade Bocha (Esporte adaptado para cadeirantes).
Durante essa viagem tive a certeza de que a vida é apenas uma questão de superação, pois quando temos determinação ninguém nos segura. A ida à São Paulo me proporcionou uma felicidade  enorme, me fez competir e aprender com belos exemplos de perseverança; me classificar para  o campeonato regional do meu Estado; fez-me viver aventuras tidas como novas experiências; conhecer e fazer novos laços de amizade; e também perceber que uma derrota nos ensina mais do que mil vitórias.
Um dia me disseram que só você pode escrever sua própria história, portanto, eu realmente estou escrevendo a minha.
Enfim, só quero agradecer a APAE por me dar a grande oportunidade de viver momentos incríveis, de poder interagir com atletas de todos os estados brasileiros, nossa, para eu ter participado das Paralimpíadas Escolares 2013 mesmo perdendo nas quartas de finais para o estado de Santa Catarina e não ganhando medalhas, já foi uma vitória imensa.


Valeu a todos que torceram e vibraram por mim, valeu gente, valeu São Paulo!




    







sábado, 11 de outubro de 2014

Concurso Jovem Senador

           Todos sabem que eu sou apaixonada pela escrita, pois é nela que tenho a liberdade de expressar minhas opiniões sobre as injustiças existentes no mundo e por adorar escrever, esse ano participei de um concurso de redação intitulado Jovem Senador.
O concurso proporciona a 27 estudantes de cada unidade federativa uma viagem à Brasília para vivenciarem o trabalho de senadores brasileiros, discutindo propostas relacionadas com o poder legislativo e assim com o consenso do senado criar projetos de lei baseado nos assuntos das respectivas redações.
O tema de 2014 foi “Se eu fosse um senador”, contudo, como sou uma jovem que luta por melhorias para os deficientes viverem dignamente em sociedade, me dediquei dois meses escrevendo uma redação que ressaltava sobre acessibilidade uma questão bastante importante para uma parcela considerável da população, mas já que não gera lucro e os governantes não necessitam dela, a maioria deles não dá a mínima atenção para a causa.
Foi frustrante e lastimável saber que a comissão julgadora do Acre e do Senado Federal escolheram vencedoras temáticas clichês, tal como: educação, saúde e segurança pública. Mas, eu sei que mesmo sem a ajuda do senado, eu vou realizar o meu sonho de ver o meu país totalmente acessível não só para deficientes, como também para os idosos e as grávidas.
Eis aqui a minha redação:


                O Ser e o clamor pela acessibilidade
             A expressão “ser alguém” traz uma ideia de permanência e “se eu fosse uma senadora” não expressa certeza. Em uma perspectiva temporal podem ser corrigidas para “estar alguém”. Isso significa adotar um perfil moral e ético em relação aos problemas sociais, políticos e econômicos. Quem “estar senador” tem que possuir princípios, que lhe permita compreender situações sensíveis como a dos deficientes que desde tempos semotos têm clamado pela acessibilidade visando sua adaptação, locomoção e inclusão no âmbito social. Historicamente é possível compreender que eles sempre estiveram à margem da sociedade e dos seus interesses.
          A sociedade por ignorância sempre provocou a exclusão social e a aniquilação das pessoas com deficiência. Na Grécia Antiga, Esparta possuía uma educação militarista rude. Resguardava o culto de um corpo atlético e perfeito, pois queriam transformar seus cidadãos em modelos de soldados, fortes e corajosos. Os deficientes recém-nascidos eram lançados ao mar ou de precipícios, já que este povo, baseados em suas crenças religiosas acreditavam muitas vezes que a criança deformada era uma maldição, mandada pelos deuses. A literatura medieval coloca os anões e os corcundas como focos de diversão dos mais abastados. Tribos indígenas, no Brasil, cruelmente, enterram vivos os excepcionais. Apesar da precariedade das épocas e povos, surgiram poetas, físicos, matemáticos e astrônomos, que superaram a deficiência e fizeram jus aos seus nomes.
        Na dinâmica da existência humana há espaço tanto para mudanças quanto para continuidades. Ser senador é poder compreender o suplício dos deficientes, abandonar a ignorância preconizada por nossos ancestrais, propor mudanças e dar continuidade a políticas que já funcionam. Porém, a integração de deficientes ao meio é um processo lento. E sem a força do senado, paulatinamente, permanecerá no estado em que se encontra, apesar de uma grande diversidade de ONGs e instituições se empenharem na criação de projetos e programas em prol da inclusão social.
        Atualmente, a escassez de rampas, transportes, banheiros acessíveis e rebaixamentos de calçadas acabam gerando exclusão de muitas pessoas. Esta precariedade descumpre a constituição brasileira, ao que se refere: o direito de deslocamento, defendido pela lei de ir e vir. Nesse sentido, o projeto jovem senador deve mobilizar a sociedade para uma conscientização mais ampla na luta das pessoas especiais pelo fácil acesso a todos os recintos.
           É necessário levantar uma bandeira em prol dos que clamam por esta causa  para que assim possa haver mudanças no cenário insatisfatório em que vivem as pessoas deficientes. Ética e moralmente, quem “estar senador” deve ser pró-ativo, disciplinado, comprometido, dinâmico, metódico, responsável, concentrado, honesto, ter a capacidade  de observação, distinguir e organizar prioridades assim, ser capaz de trabalhar para que se cumpram as leis vigentes na carta magna e buscarem com uma maior vontade política, criar projetos que permitam a adaptação, locomoção e inclusão social dos deficientes, atendendo ao clamor da acessibilidade.

quarta-feira, 25 de junho de 2014

Palavras: o consolo da existência


         Sabe quando o seu mundo parece desabar sobre sua cabeça? Quando você quer mais é sumir? Ficar longe dos ruídos que te atormentam em volta? É, têm dias que quero ficar assim: longe de tudo e todos.
         No meio de tantos problemas, tantos tombos ao longo do caminho, só as palavras me compreendem sabe? Pois são nelas que declaro meus medos, angústias e alegrias.
Algum tempo atrás, aprendi que ao escrever posso demonstrar os meus sentimentos, posso chorar, posso me recordar, eu posso simplesmente, reviver os meus melhores momentos. Descobri que para pessoas como eu, a vida possui um sentido maior quando você expressa seus sentimentos em um papel, um teclado, um espaço que é inteiramente seu, porque você decide o que será escrito e o que não será. Aprendi que com isso, é quase como dominar os próprios pensamentos e emoções. Aprendi que o legal é poder compartilhar o que há no seu interior com outras pessoas, fazendo com que elas possam se sentir bem lendo o que você transmite.
Eu entendi que esse é o meu espaço, uma parte do mundo em que eu vivo, um pedaço do meu sentimento transportado mundo afora, que ao ler um texto, você pode recordar com as mais claras e belas lembranças os momentos mais incríveis da sua existência. Escrevendo eu aprendi muito sobre como sou, como vou passar a agir, como vou me sentir, como vou aconselhar a mim mesma, porque a verdade é que eu me consolo com meus próprios textos.
                            

quinta-feira, 14 de novembro de 2013

Evento “Resgatando a MPB e o Rock Nacional”

Perfeição? Sabemos que não existe ninguém ou coisa perfeita, porém, por alguns segundos podemos tornar algo perfeito e mudar essa realidade.
Descrever cada detalhe, cada gesto de carinho ganhado no evento Resgatando a MPB e o Rock Nacional” para mim será um grande desafio, mas vamos lá!

O evento o qual visava divulgar a campanha “Acessibilidade por um mundo melhor”, ajudar o mínimo que fosse as crianças carentes de nossa cidade e resgatar a MPB e Rock Nacional, ritmos musicais esquecidos pala sociedade, aconteceu há um mês e foi um sucesso. As pessoas que foram prestigiar compreenderam realmente o verdadeiro significado de amar e ajudar o seu próximo, pois elas deixaram o teatro praticamente lotado.
     Eu? Ah, vocês já devem imaginar, não é? Estava com aquele sorrisão de uma ponta da orelha a outra e ao mesmo tempo nervosa e ansiosa para conhecer a letra da segunda música que o meu “irmão” Weverton compôs para mim.
     Enfim, chegou a hora de conhecê-la e me derreter em lágrimas, feito uma “manteiga” (risos). Foi lindo, emocionante, perfeito para mim! O danado do Weverton planejou tudo: como ele apareceria diante do público, o lugar onde eu ficaria no palco, as palavras que falaria...

    Sabe quando você rir e chora ao mesmo momento? Pois então, eu fiquei assim.
    Ah, a música? Amei tanto que aprendi em dois dias, o nome é “Sonhos” e descreve todo o amor e carinho que o Weverton tem por mim. Letra disponível abaixo:

Te conhecer foi a melhor coisa que me aconteceu.
O teu sorriso, teu jeito de menina me conquistam.
Já sou todo seu!
Tuas brincadeiras, teus conselhos, tua forma de me acariciar,
o teu abraço e tua amizade já me fazem delirar.
As coisas vão, as coisas vêm, e por você me tornei alguém,
o meu passado foi apagado, fica aqui do meu lado!
(Refrão)
Sonhos, bobeiras, maluquices, brincadeiras...
Te fazer sorrir é o que importa pra mim, vamos ser felizes sim!
Com bobeiras, brincadeiras, coisas só pra descontrair.

        Em virtude dessa composição musical, se tornou impossível não deixar as lágrimas caírem, borrando toda a minha maquiagem, mas logo após essa linda homenagem, foi minha vez de retribuir tanto carinho, escrevi um texto de agradecimento aos anjos da minha vida, do qual lido por minha amiga Sabrina, fez algumas pessoas chorarem também (risos), inclusive a minha princesa Clarinha, amiga que sempre está comigo, me fortalecendo a cada dia a continuar e me apoiando em tudo.
        Presentes na minha vida? Com certeza eles são. Portanto, Clarinha, Weverton, que nossas amizades continuem sendo uma das maiores e fortes fortalezas existentes. Eu amo vocês seus lindos!
        Aos patrocinadores e aos poucos que ajudaram na organização do evento, agradeço de coração por tudo.