domingo, 10 de setembro de 2017

Entre a cruz e a espada



          Meus leitores assíduos, uma expressão que me atraiu bastante e que quis citar no início da nossa interação de hoje diz o seguinte: “Ser livre te dá o direito a ficar preso ao que você quiser”. Escolhi essa frase, pois para mim houve uma sintonia perfeita com o que vim compartilhar. E o que vim partilhar é um dos motivos que daqui sumi e o que mais me deixou de “cabelo em pé” todo esse semestre da faculdade (rs).
           Ah! Esse semestre na Universidade foi um verdadeiro “Deus nos acuda” e literalmente um quinto período dos infer... (não completei a palavra, mas vocês são suficientemente inteligentes para isso. Kkk.) Enfim... tivemos disciplinas que nos sobrecarregaram tanto fisicamente como mentalmente. Dentre essas, no entanto, eis que nada mais nada menos me surge Ficção Brasileira Moderna, a responsável por enclausurar-me entre a cruz (ficção) e a espada (realidade).
            De início meu santo não bateu com o da disciplina, mas depois que assisti ao filme “Os narradores de Javé” passei a ter um olhar carinhoso e a querer me aprofundar mais na coisa. Daí veio os seminários, os quais tinham como finalidade expor características e curiosidades sobre obras de ficção modernista (como não dá para correr explico igual aos outros colegas de turma: estudo, vou lá na frente e me esforço primeiro para falar com clareza e segundo demonstrar tudo o que aprendi sobre um tal conteúdo). Nesse trabalho, falei à cerca do livro “Memórias sentimentais de João Miramar” de Oswaldo de Andrade. Eu sei que comumente gostamos do que lemos e tal, mas eu confesso que essa leitura em nenhum momento me fez despencar de amor por ela. Era um negócio meio confuso, tinha simultaneidade cinematográfica demais para o meu gosto, enfim, não simpatizei.
            A nossa professora, Maria José deu seguimento a esses seminários. Cada semana era um cenário e personagens novos que conhecíamos. Uns menos, outros mais interessantes, mas todo mundo nos dando a sua contribuição necessária. Eu, particularmente me reconheci em duas obras: “A paixão segundo G. H.” e o “Memorial de Maria Moura”. A Clarice Lispector via “A paixão segundo G. H.” me reafirmou que por mais que os outros nos achem estanhos temos que continuar persistindo em sermos únicos e sempre escrever de dentro para fora, ou seja, tentar descrever da maneira mais fiel o possível as sensações que causam uma devastadora quietude dentro da gente. Por outro lado, veio através da Rachel de Queiroz a Maria Moura, uma mulher que me inspirou por destemidamente vencer o preconceito e virar uma verdadeira lenda. Embora em ambas obras tivessem uma parte ficcional já me encontrei sendo tanto G. H., bem como Maria Moura na realidade em que eu vivo.

         Sendo assim, ser livre realmente me deu o direito a ficar presa na “A paixão segundo G. H.” e no “Memorial de Maria Moura”. Obras estas que nunca mais saíram de mim e que sempre, em qualquer circunstância eu vou incorporar na vida real uma dessas personagens fictícias, pois só assim elas não arrebentarão o laço que dentro de mim construíram durante esse semestre.

terça-feira, 23 de maio de 2017

Memória de elefante

Assim como o primeiro beijo, o nosso primeiro show público a gente nunca esquece. É como se tivéssemos memória de elefantes, que nos ajuda a guardar mínimos detalhes que compõem grandes momentos. E é exatamente isso que nós, cadeirantes temos: uma incrível memória de elefante. Provavelmente, porque enfrentamos circunstâncias desanimadoras para viver aventuras, das quais quando resolvem desamarrar os seus nós buscamos sempre nos jogar de cabeça tirando proveito de cada segundo que existimos no interior de um sonho.
E sim, no show do Tiago Iorc me atirei de cabeça e cadeira de rodas e ele recompensou-me formidavelmente. As horas perante o palco, a emoção em que cada música me fazia vibrar por dentro e transpirar por fora valeram muito a pena. E sem contar os olhares das pessoas. Não eram aqueles de piedade, mas sim os de reconhecimento de que eu era um ser humano igual a eles, sabe?
Mas, tal reconhecimento não quer dizer que eu passei o show despercebida. É claro que existiram pessoas admiradas, acho que talvez maravilhadas por me virem lá. Tiveram curiosos que vieram até mim e minha amiga Lara nos sondar através várias indagações. Fui elogiada por diversos desconhecidos. Mas, o que me cativou mesmo foi quando um senhor com uma extrema simpatia e de um pouco menos da meia idade me perguntou se poderia dar um beijo na minha bochecha. Eu, gentilmente respondi que sim. Ele veio, me beijou e se despediu dizendo que eu era muito linda. Aquele gesto brando além de me encher de paz, engrandeceu os meus valores e me deixou tão feliz quanto conhecer o Tiago, pois já que sei que nem todo mundo tem essa atitude tentei apreciar o máximo o simples carinho que os “normais” dificilmente dão importância. Portanto, ao senhor de coração bondoso quero agradecer por ter feito a minha noite mais maravilhosa ainda e dizer que embora eu não tenha conhecimento do seu nome, um dia quero revê-lo e dessa vez, ser agraciada com um abraço pra lá de afetuoso.
Entretanto, ao contrário dos demais fãs, não fui ao show só tirar fotos e assistir o desempenho do profissional. Fui por algo maior, por enxergar através do Tiago Iorc uma chance de chegar ao meu objetivo de anos: o Caldeirão do Huck. Sendo assim, desde o primeiro instante assegurei com uma convicção absurda que eu iria conhecer o belo cantor e entregar uma carta relatando a minha história de vida para que ele repassasse ao Luciano Huck. Dito e feito! Falei com a organização contando o que eu almejava e solicitei ajuda para me levar ao lugar em que estaria antes do show. Eles me levaram e quando estive perto do Tiago, que ele me abraçou e beijou os meus olhos começaram a lagrimar, não por ver um grande ícone da MPB, mas por estar prestes a cumprir a minha missão inicial. No entanto, assim que comecei a dizer o porquê de estar em sua frente por decorrência do meu quase choro a voz embargou e eu travei. Mas, por já ter imaginado que poderia acontecer isso, pedi ainda fora do camarim para que minha amiga/irmã Lara me auxiliasse e eis a minha sorte! Apesar de também ter ficado com os olhos marejados de lágrimas por causa de mim, graças a Deus ela conseguiu transmitir resumidamente o que a emoção me impediu e a missão foi cumprida duplamente com sucesso.

Portanto, o beijo apaziguador daquele senhor, a forma em que me encontrei com o Tiago e toda a ajuda que eu tive para realizar mais um devaneio amalucado a minha memória de elefante sempre se encarregará de me fazer recordar e reviver com as melhores sensações possíveis.

domingo, 5 de fevereiro de 2017

E se não houver amanhã?

                A única coisa que sei de verdade sobre este mundo é que o tampo passa rápido. Ele é como um cubo de gelo que vai derretendo e logo escapando por entre os dedos. Entretanto, quando finalmente os problemas são colocados à margem para darmos valor a vida e fazer o que queríamos fazer. “Puff”! Evaporou-se no espaço o seu tempo.
                Ás vezes, eu paro e me pergunto: “E se todo o meu “cubo de gelo” descongelar hoje? “Como vou abraçar o que era para ter abraçado ontem?” “O que farei com o perdão entalado no orgulho?” “E o Eu te amo?” “Quando terei outra chance de dizer a pessoa que me doou generosamente a sua luz?”
                E a resposta que obtenho é simplesmente: “Faça tudo agora!” Isso, de certa forma veio dar-me um “tapa na cara” e principalmente me mostrar que o dia de amanhã não está prometido para ninguém, para jovem ou velho hoje poderá ser a última oportunidade de segurar bem apertado a pessoa que te puxa para a felicidade. Não temos todo o tempo do mundo como os seres humanos se enganam, por isso, vamos aproveitar e realizar tudo o que der na “telha” enquanto Deus nos permite respirar.
Temos é que trabalhar menos e amar mais sabe? Eu sei que o tão cobiçado dinheiro é importante, mas eu também sei que quando você morre, no seu caixão não terá espaço algum para as riquezas deste mundo. No mais, é a nossa alma o único lugar que creio que a gente carregará o que nos fez melhores aqui na terra. Porém, se tu não valorizas os efêmeros momentos ao lado de quem ama, se não ver o que há de mais essencial numa gargalhada, num olhar quando fechar os olhos para sempre a sua alma vai embora completamente vazia.

Portanto, não deixe nada para depois. Não economize beijos. Não desperdice o seu “cubo de gelo” com coisas inúteis. Não engula a seco palavras. Nem se afogue em “talvez” ou em “tanto faz”. Transborde sentimentos sem se envergonhar. Sorria todas as vezes como se fosse a última. Ame perdidamente todos a sua volta. Viva la vida! E abrace, mas abrace com toda a sua força e de todo o seu coração os seus pais, amigos, filhos enquanto estão aqui, pois quando eles virarem pó infelizmente não se reconstruíram nem voltaram para nossos braços.

domingo, 7 de agosto de 2016

A fé move montanhas



Foto: Nayanna Marques

Habita fé em você? Se não habitar, leia Hebreus 11:1 e faça uma reflexão sobre a citação: “Ora, a fé é o firme fundamento das coisas que se esperam, e a prova das coisas que se não veem”.

Às vezes tudo parece tão impossível não é? Algumas tribulações nos destroem por dentro, deixando nossa fé inteiramente debilitada, mas quando isso acontecer pense na grandeza de Deus. Ela é o seu recargo de energia que jamais o abandonará quando o resto do mundo te deixar na mão.

Muitos se questionam o porquê disso e daquilo, porém, quase ninguém para e avalia porque estão passando por certas situações. No entanto, se alguém viesse e me perguntasse como eu sou feliz, mesmo vivendo em uma cadeira de rodas, mesmo não conseguindo se movimentar e nem falar idêntico aos demais, eu daria a seguinte resposta: Deus compreende o meu caminho, sabe que eu necessito viver adversidades para me fazer perseverar pelos sonhos que fazem parte do meu querer. Ele só me dará um fardo incompatível com a minha força de superação, por ter a certeza que a fé que há em mim é inabalável e capaz de mover um imenso conjunto de montanhas.

Portanto, por mais falhos que sejamos, Ele não desiste e nem deixa de amar os seus filhos. Só devemos nos libertar das maldades que imperam sobre o mundo e nos firmar em Sua palavra. Precisamos ter confiança e fé nesse amor incondicional vindo dos céus, pois só assim, o Deus do impossível pode fazer infinitamente mais por todas nossas almas viventes.

quinta-feira, 23 de junho de 2016

A rota de planos mudou


                O tempo e a minha concepção desse planeta terra são outros. Ao redor, o ir e vir das pessoas são mais intensos. No peito, quase sempre aperta a saudade dos que se distanciaram por algum motivo ou até mesmo por causa dos estudos. A lista de sonhos cresceu. As responsabilidades, necessidades e adversidades se multiplicaram. Por conta disso, a Ritinha foi substituída por uma muito mais forte e determinada.
           Só engrandeço diante das catástrofes impostas. Hoje, sou mais devota e por ter mais confiança em mim, quero ganhar esse mundão. A bagagem de conhecimento que adquiro a cada semana, tanto trabalhando como colunista no jornal Juruá Online, quanto da faculdade tem me feito muito bem. Não penso em largar a dança e viver a vida, ousar dela com mais veemência se tornou o meu principal objetivo.
   Observar a beleza que há em um pôr do sol e nas estrelas que compõe o céu pela noite me fizeram decidir compartilhar, num livro, como eu ainda posso ver tais belezas no meio de tantos desafios que o cotidiano me traz. A ideia desse livro vem sendo amadurecida já têm uns anos, comecei a trabalhar nele há alguns meses, quero e vou conseguir publicar se Deus quiser. Isso, não é da minha parte um capricho. O lucro que viso também não é de dinheiro concreto, mas se eu fizer com que as pessoas sejam um pouquinho mais felizes e reclamem menos dos seus problemas, já ganho rios de dinheiro. Portanto, o que planejo, é fazer em três versões (convencional, em Braille e áudio-book), a minha autobiografia de uma forma inteiramente motivacional.

quinta-feira, 31 de dezembro de 2015

Retrospectiva do ano da menina do sorriso solto

                Já repararam como é bom dizer "o ano passado" (coisa que estamos prestes a dizer daqui a algumas horas)? É como quem já tivesse atravessado um rio, deixando tudo na outra margem...Tudo sim, tudo mesmo! Porque, embora nesse "tudo" se incluam algumas ilusões, a alma está leve, livre, numa extraordinária sensação de alívio, como só se poderiam sentir as almas desencarnadas.
                2015 foi O ANO na minha vida, aconteceram muitas coisas que mudaram o rumo da minha história da água para o vinho. Logo no início desse ano eu e todos da minha família tivemos que lhe dar com a dor mais horrível da face da terra: a dor da perda, pois Deus quis que meu tio Gelson fosse habitar o mesmo lugar que Ele, mas eu sei e sinto que o seu ser espiritual sempre estará no nosso meio, cuidando de cada um que o ama e tem saudade.
                Além da saudade do meu tio, eu tive que saber controlar a saudade da equipe e dos amigos Weverton, Lara, Nati, Duda, Sabrina, Erika, Clara, Jeni da escola Dom Henrique Ruth onde fiz o meu Ensino Médio, já que mal tinha iniciado o terceirão quando fui abençoada com uma vaga no curso superior dos meus sonhos, Letras – Português.
                Ah, o meio acadêmico! Eu nem acredito que consegui entrar em mais esse sonho cheio de dificuldades e encontrar duas meninas de ouro: Débora e Ilana. Pessoas que hoje são minhas grandes esperanças por tudo melhor e que me mostraram que amizade é bem mais do que palavras. Foram elas que desde minha primeira noite de aula se juntaram a mim para sempre e em tudo: nos trabalhos, nas jantas no R.U, bagunças no pátio da UFAC onde todos já conhecem nossas famosas gargalhadas, enfim, na vida.
                Foi também em 2015 que o coração da menina do sorriso solto bateu mais forte por um homem, porém, depois de um tempo, não dando certo, ela chegou a sua velha conclusão que homem merecedor do seu amor ainda está pra nascer.
                E o balé? Eu e Aldinei brilhamos, nos emocionamos, superamos a dor, as condições de lugares e até viajamos especialmente para dançar. E eu? Além de dançarina, escritora, universitária, atleta, a direção geral do Juruá Notícias me concedeu a imensa honra e responsabilidade de trabalhar lá, desempenhando o papel de colunista, fator importante para as pessoas com deficiência.

                Ufa! Realmente minha vida mudou. Obrigada todos os que fizeram parte do meu 2015! Eu amo vocês! E um feliz ano novo.










domingo, 6 de setembro de 2015

O ser humano não deve só falar, mas agir

A minha estatura é minúscula, mas meus sonhos e esperança eu não consigo explicar a dimensão.
Bem, há algum tempo coloquei nos meus planos de vida contar a minha história para o Brasil mais especificamente em um programa nacional de televisão e daí um texto ganhou vida.

Eis ele aqui:

                                         Alçando mais um voo

             Querido Luciano, em minha concepção prevalece o impossível, os sonhos e o verbo acreditar. Eu não saberia te explicar ao exato o porquê, mas uma coisa é certa: sonhos impossíveis se tornam inexistentes quando se acredita.
                Eu sempre soube que Deus nos dá asas para alçarmos nossos voos o mais alto que pudermos e por isso estou aqui escrevendo para sua digníssima pessoa.
                Me chamo Rita de Cássia, a (Ritinha), tenho 20 anos, sou escritora (pelos menos me considero como tal rs) e sou muito feliz por ser diferente dos demais seres humanos. Possuo uma paralisia infantil que ao invés de poder me destruir em todos os sentidos, é ela o meu real motivo de nunca desistir quando se trata das realizações dos meus devaneios. E o lugar onde moro? Cruzeiro do Sul, município do Acre. Muitos dizem que você e sua produção não vêm até aqui, porém, eu creio que o que importa para o caldeirão são as histórias e não os lugares, portanto tenho a convicção de que mais cedo ou mais tarde vocês virão me conhecer.
Bem, foram meus avos paternos, juntamente com o meu pai que me criaram desde pequena. Eles me acolheram com muito amor, carinho e sempre zelaram por uma boa educação na minha vida. Contudo, esse ano eu consegui proporcionar a eles um imenso orgulho: Sou a primeira pessoa com a minha deficiência física a ingressar na Universidade Federal do Acre, no curso de Letras-Português.
                Luciano, é de batalhas que se vive a vida, eu mesmo em uma cadeira de rodas já quebrei muitas barreiras e fronteiras. Hoje graças a um anjo, o Aldinei que fez de suas asas as minhas, eu brilho na dança, danço tudo o que desafiarem, mas o nosso número mais emocionante mesmo é o balé. Sobretudo, não quero somente o mundo da dança para brilhar e fazer a diferença, tenho um grande desejo de construir um mundo mais acessível e melhor para as pessoas com necessidades especiais.
                Hoje sou conhecida e admirada na minha cidade e até outros municípios do estado por persistir, almejar mais respeito, inclusão e atos solidários para o próximo que seja diferente. Não temo colocar a boca no trombone quando não se tem acessibilidade para um cadeirante nos recintos públicos e privados, fico indignada quando vejo injustiças imperdoáveis com os que portam alguma limitação visual, auditivo, entre outras. É triste você chegar ao conhecimento que alguém fica aprisionada junto com todas as suas vontades em sua própria residência, porque os lugares carecem de uma rampa de acesso, um piso ou transporte especial, dos quais podem ser resolvidos de forma tão simples.
No Brasil Luciano, lutar pela questão de uma acessibilidade de qualidade em todos os requisitos é complicado, quase ninguém dar à mínima, infelizmente. No entanto, sou rodeada de anjos que priorizam o meu bem e felicidade, eles são minha fortaleza que enche-me de coragem, que me apoiam, me amam e se sensibilizam com os desafios que enfrento ao me locomover nos lugares, por isso boa parte dos meus amigos já abraçaram e brigam pela causa. Um deles, Weverton (uma das minhas bençãos de Deus) sempre soube da minha vontade de criar um âmbito mais adequado, digno e com menos constrangimentos para as pessoas com deficiência, foi aí que surgiu o projeto “Acessibilidade por um mundo melhor”, um trabalho de conscientização que além de querer ampliar o patamar da acessibilidade em todo o planeta, visa trabalhar melhorando a saúde motora destes seres, o projeto quer também incentivar as pessoas a não olharem para nós como coitadas, mas sim como exemplos de vida a serem seguidos e que são merecedoras de respeito como qualquer outro dito “normal”.
Sou sua fã, você tem um caráter incrível, suas atitudes são inigualáveis, das quais sempre buscam ajudar o seu próximo e é por esse motivo que aqui estou. Querido, dentro de mim existem vários sonhos, entre eles estão: poder te contar a minha história de superação; dançar o meu balé no seu palco; quero contar com a sua sensibilidade e ajuda para a conscientização por mais acessibilidade e respeito a essa parte da população que tanto necessita de alguém de pulso firme para travar grandes lutas por elas; tenho muita vontade de conhecer o trabalho dos profissionais do centro de reabilitação Sarah Kubitschek; e o meu maior sonho é ganhar os recursos necessários para fundar o centro de reabilitação “Anjos” no meu município, pois nem todos possuem condições financeiras ao ponto de custear um tratamento especializado.
Portanto, lembra da frase do início “Sonhos impossíveis se tornam inexistentes quando se acredita.”? É acreditando nisso que sei que você ouvirá essa história sendo contada por mim, aqui no Acre.
 Não é mais #AnaClaraNoCaldeirao, agora é #RitaUmaCadeiranteFelizNoCaldeirao
Compartilhem.